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Agravamento da fome por COVID-19 ameaça matar 12 mil pessoas por dia no mundo

A COVID-19 está aumentar a fome no mundo, agravando este ano a situação das populações em situação de extrema fome, depois que no último ano o número de pessoas no mundo que sofriam dessa condição já havia aumentado.

Cerca de 135 milhões de pessoas em 55 países passaram pela situação de insegurança alimentar em 2019, de acordo com o relatório sobre crise alimentar divulgado pela União Europeia (UE), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PAM).

A organização não-governamental Oxfam que reúne 19 ONGs e tem mais de 3.000 parceiros, que actuam em mais de 90 países contra a pobreza, injustiça e desigualdades, publicou a 9 de Julho um relatório intitulado “Vírus da fome, como o Coronavírus aumenta a fome num mundo já faminto”, no qual alerta que a fome pode levar à morte adicional de 6,1 mil a 12,2 mil pessoas por dia no mundo, mais mortes do que as provocadas pela pandemia da COVID-19, até o fim do ano.

Os dados emitem também um alerta global e direcionado ao Brasil, que corre o risco de voltar ao mapa da fome.
No ano passado, 821 milhões de pessoas sofriam de insegurança alimentar no mundo, das quais 149 milhões estavam em situação de crise de fome ou pior. Os dados da ONU estimam uma média diária de 25 mil pessoas mortas pela fome em 2018.

Com a previsão da Oxfam de mortes adicionais provocadas pela COVID-19, o volume médio de perdas diárias de vidas para a fome crescerá até 50% neste ano.

O comunicado da Oxfam destaca os 10 países e regiões com a maior incidência de fome extrema nos quais a crise alimentar é mais grave e se acirra em decorrência da pandemia: Iêmen, República Democrática do Congo (RDC), Afeganistão, Venezuela, região do Sahel da África Ocidental, Etiópia, Sudão, Sudão do Sul, Síria e Haiti. Juntos, esses países e regiões abrigam 65% das pessoas em situação de crise de fome em todo o mundo.

A entidade ressalta que há países e regiões de renda média que enfrentam riscos de alta na incidência da fome. É o caso de Índia, África do Sul e Brasil, que apresentam números crescentes de pessoas que estão sendo empurradas pela pandemia para situação de fome. A Oxfam destacou que até mesmo nações desenvolvidas não estão imunes.

Para a Oxfam a pandemia da COVID-19 é a “gota de água que fará transbordar o copo” para milhões de pessoas que já lutam dia a dia contra os impactos causados por conflitos armados, mudanças climáticas, pobreza, desigualdades e um sistema viciado de produção de alimentos, que empobrece milhões de agricultores.

Devido às repercussões sociais e económicas da pandemia, em 2020 poderão morrer mais pessoas de fome, do que as que estão a morrer devido ao novo Coronavírus, alerta o relatório da Oxfam, segundo o qual a taxa de mortalidade diária global, pela Covid-19, atingiu o nível mais alto em abril com mais de 10.000 óbitos e desde então, varia entre 5.000 e 7.0000 mortos por dia.

Fonte: O pais

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